UNStudio - Changing Rooms
A “Biennale di Venezia” (Bienal de Veneza) 2008 realizada em setembro tinha a premissa de provocar e levar seus visitantes à reflexão. Com o tema “OUT THERE: ARCHITECTURE BEYOND BUILDING” (Lá Fora: Arquitetura além das edificações), o evento trouxe obras de grandes artistas como Frank O. Gehry, Zaha Hadid, Coop Himmelblau, Herzog & De Meuron, Morphosis, Madelon Vriesendorp e Ila Bêka & Louise Lemoîne, apresentados junto aos trabalhos de arquitetos mais jovens e também ligados à experimentação.
O evento é uma das principais exposições de arte contemporânea que se realiza de dois em dois anos em Veneza, Itália. A primeira Bienal foi realizada em 1895 e durante as primeiras edições a arte decorativa desempenhou um papel importante. O evento tornou-se popular e internacional nas primeiras décadas do século 20: a partir de 1907, vários países começaram a instalar pavilhões de exposições nacionais. Após a I Guerra Mundial, a Bienal mostrou interesse crescente em tradições inovadoras na arte moderna. Entre as duas Guerras Mundiais, muitos artistas modernos importantes tiveram seus trabalhos expostos.
O arquiteto Roberto Loeb é o curador da participação oficial brasileira na 11ª Mostra Internacional de Arquitetura de Veneza 2008.
Divisões
Uma das principais evidências diferenciais do evento é a presença de uma videoinstalação: “Hall of Fragments”, de David Rockwell, Casey Jones e Reed Kroloff. Está no início da seção “Instalações”, o coração da mostra, no prédio do Arsenale. Dividida em 40 espaços/participantes, usa uma série de recursos audiovisuais e de montagem para capturar a atenção.
Outros espaços
O experimentalismo e o viés conceitual continuam em outros ambientes fora do Arsenale, como nos Giardini (jardins) onde ficam os pavilhões nacionais. Na representação da Itália são apresentadas as exposições “Arquitetura Experimental” e “Uploadcity” - esta última com vídeos da internet sobre situações urbanas.
Além disso, são 56 representações nacionais que mostram a preocupação com o futuro, seja em habitação, ecologia, desenvolvimento sustentável, generosidade.
Opinião
Para nós o destaque ficou por conta da participação do arquiteto chileno Alejandro Aravena, 40 anos e vencedor do prêmio Leone – concedido a Aravena como melhor arquiteto emergente na cena internacional. Ele obteve seu diploma no Chile e depois disto foi para Veneza, onde estudou “Storia dell’architettura”. Sua imagem pública é ainda fortemente ligada à sua missão: criar projetos urbanos de interesse social e forte impacto público, como o bairro ultra econômico Monroy a Iquique (Chile). Ficamos muito orgulhosos em ver profissionais sul americanos presentes no mercado internacional e, mais uma vez, confirmamos que estamos alinhados com as novidades no mercado mundial.
Fica evidente também uma forte tendência na utilização de LED (Diodo Emissor de Luz) na iluminação. Este assunto trataremos de uma forma muito especial nos próximos artigos. Porém, podemos antecipar que é a iluminação do futuro, ecologicamente correta. A Brasita traz atualmente para o Brasil um grande produto que utiliza LED: A luminária “PizzaKobra” (Ron Arad).
Já a instalação do escritório holandês UNStudio foi o destaque pela instalação Changing Rooms (Cômodos em Mudança). “A instalação explora o potencial de transformação do mundo material. Assim como os designers de moda, os arquitetos oferecem alternativas de looks e identidades, ‘cascas’ apropriadas à época e ao poder aquisitivo. De acordo com o UNStudio a lição é: ‘ligar, desligar’… para encontrar a autonomia em momentos de libertação. Dentro da estrutura o visitante encontra um mundo calidoscópico de pessoas fazendo poses, convidando ao voyerismo e buscando a transformação em sua própria conceituação.”







