Em 27 de janeiro de 1880, Thomas Alva Edison obteve o registro de sua patente mais importante: a da lâmpada incandescente. Hoje, 130 anos depois, a única comemoração é a da extinção iminente desse objeto. Vários países, como Estados Unidos, Inglaterra, Austrália e Argentina, já estão proibindo a venda das velhas lâmpadas comuns no mercado. A meta é extingui-la totalmente até 2012, objetivo que o Brasil também quer adotar.

O designer Bryan Nicholas Bunn explica que as lâmpadas incandescentes “são resquícios de uma época onde conceitos como consciência ambiental e sustentabilidade não tinham peso no desenvolvimento industrial”, referindo-se à preocupação cada vez maior que temos com o meio ambiente e nosso impacto no planeta. O engenheiro eletricista André Gomes Videira ainda lembra que “essas lâmpadas transformam grande parte da energia consumida em calor e muito pouco em luz“, motivo pelo qual elas contribuem para o aquecimento global.

A empresa italiana iGuzzini é especializada em iluminação externa e, pensando no meio ambiente, já conta com quatro luminárias de LED.
A empresa italiana iGuzzini é especializada em iluminação externa e, pensando no meio ambiente, já conta com quatro luminárias de LED.

Apesar das grandes campanhas de substituição de lâmpadas incandescentes pelas mais novas e econômicas fluorescentes, os dados continuam pessimistas. Isso porque o tubo fluorescente contém cerca de 20 miligramas de mercúrio, substância nociva ao ser humano. Dados da Abilux (Associação Brasileira da Indústria de Iluminação) indicam que anualmente são retiradas de uso 49 milhões de lâmpadas em todo o mundo, o que significa um potencial poluidor de 1 tonelada de mercúrio por ano.

É dentro desse cenário que surge a iluminação por LED, uma tecnologia mais limpa, econômica e eco-friendly. O LED (acrônimo inglês para “diodo emissor de luz”) é usado na eletrônica desde os anos 60, mas só na década de 90 foi aperfeiçoado para emitir luz forte o bastante para servir de iluminação. Infelizmente, o custo de produção dessas lâmpadas ainda é muito alto, diminuindo sua procura. Entretanto, Bunn lembra que “o LED tem o diferencial de não estar sujeito às desvantagens ecológicas”.

A luminária Archilede, premiada pelo seu design, está instalada na Brasita. Você pode ver seu desempenho e conhecer os outros modelos.

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Outra vantagem do LED é sua vida útil que chega a 55 mil horas contra apenas 20 mil da lâmpada fluorescente e 2 mil da incandescente. Para Videira, essa durabilidade aliada ao baixíssimo consumo de energia (um LED de 2 watts ilumina tanto quanto uma lâmpada fluorescente de 15 watts) ajudaria a evitar novas crises energéticas, diminuindo a necessidade de construção de novas usinas hidrelétricas e outras formas de geração de energia de grande impacto ambiental.

Videira aponta que “muito se fala em diminuir o consumo de água hoje em dia. A diminuição do consumo de energia é tão importante quanto, e a iluminação contribui muito para isso“. O engenheiro ambiental Rodrigo Mattke prevê um movimento global em busca do LED, “a tecnologia que melhor reflete a preocupação do ser humano com o planeta”. Bunn explica que a iluminação é uma tecnologia secular que precisa ser adaptada às perspectivas ecológicas do novo século, “atualmente, tendências de eco-design buscam minimizar impactos ambientais, manter a qualidade de vida e atingir o desenvolvimento sustentável”.

E Mattke profetiza, “quem não seguir as tendências ambientais do novo século, ficará na escuridão medieval”.

One Response to “Iluminação por LEDs - economia e ecologia se encontram no futuro”

  1. Álvaro Says:

    Muito bom o artigo, esclarecedor! Pena que ainda temos alguns anos pela frente até o LED ficar disponível no mercado da esquina…

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